Deputado tucano Betinho Gomes, da CCJ fala em “tchau, querido?” sobre Temer

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Deputado federal Betinho Gomes                                         Foto: Blog do Marcos Almeida

O deputado federal tucano Betinho Gomes (PSDB) é um dos dois pernambucanos titulares da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que vai votar a admissibilidade da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) por corrupção passiva. O tucano usou as redes sociais nesta terça-feira (4) para reafirmar o que o Blog de Jamildo havia publicado: tem “forte tendência” a aceitar que o peemedebista seja julgado, mas não quer se posicionar oficialmente até ter acesso a todos os documentos do processo e às alegações de Temer, que devem ser entregues nesta quarta-feira (5). O que chamou a atenção foi o formato do post, com uma foto do presidente e a inscrição “Tchau, querido?”, em referência à frase usada durante o impeachment de Dilma Rousseff (PT).

Na política do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, onde o tucano disputou a prefeitura no ano passado, o gesto do deputado federal não passou desapercebido e foi criticado por adversários, como o chefe de governo do prefeito Lula Cabral (PSB), Paulo Monte. “O deputado Betinho Gomes mostra toda sua índole oportunista. Detém cargos no governo federal, que não entregou ainda, como o do primo de sua esposa, Rodrigo Dantas (assessor no Ministério da Defesa), Tadeu Anjos (Metrorec), Ana Selma (Ministério da Cultura), além de tantos outros. Defendo a saída de Temer, porém o deputado Betinho Gomes não possui moral para isso, pois votou pelo golpe e é beneficiário do governo”, disse o socialista.

 

Depois que a denúncia contra Temer passar pela CCJ, vai a plenário, onde são necessários os votos de 342 parlamentares, ou seja, dois terços dos membros da Casa, para que seja julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Janot baseia suas acusações no áudio de uma conversa com Temer gravado às escondidas pelo empresário Joesley Batista, da JBS, que fez acordo de delação premiada. Isso resultou em uma operação em que o ex-assessor do presidente Rodrigo Rocha Loures, também ex-deputado pelo PMDB, foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil por, supostamente, ter intercedido a favor da empresa. Janot suspeita que o dinheiro, mais outros R$ 38 milhões prometidos por Batista, foi, de fato, destinado a Temer. O presidente se diz inocente.

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