Situação das escolas de Jaboatão dos Guararapes é apresentada em coletiva de imprensa pelo Sinproja

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Entre 26 de abril e 11 de maio, o Sinproja realizou uma série de visitas de fiscalização em 24 escolas e constatou problemas estruturais variados, tais como degradação generalizada, vazamentos, paredes rachadas, falta de capinação, presença de animais peçonhentos, fios soltos e gambiarras elétricas, ausência de ventilação e banheiros sem condição de uso, entre outras coisas que impossibilitam as unidades de funcionarem de maneira minimamente adequada.

Além disso, os relatos de violência no ambiente escolar foram inúmeros, incluindo assaltos, invasões, vandalismo (incluindo pichações, quebra de material e pessoas de fora entrando para defecar dentro das salas), bem como furto de equipamentos essenciais ao funcionamento das escolas (entre eles, os computadores da secretaria, contendo o histórico das crianças).

Não há segurança para que professores, funcionários e alunos possam estar tranquilos dentro das escolas municipais de Jaboatão.

Diante da absoluta precarização das condições de ensino em Jaboatão dos Guararapes e da falta de interesse da prefeitura municipal em tomar providências efetivas e não paliativas, o Sinproja produziu um vídeo-dossiê condensando esta situação. O material, além de ter sido distribuído à mídia (com cujo apoio os profissionais de educação contam, para ajudar a melhorar as escolas de nossas crianças), será também apresentado nas próprias escolas e nas comunidades do município, a fim de que os moradores de Jaboatão possam se dar conta do real estado em que se encontram as unidades de ensino locais, e pressionem o governo a mudar.

Para o presidente do Sinproja, Ronildo Oliveira, “o vídeo-denúncia é um documento que possui uma enorme função pedagógica”. “Quando assumimos nossa gestão, entendemos que nossa luta não poderia dizer respeito apenas à questão salarial, financeira. Nossa campanha é por melhorias reais nas condições de ensino”, destaca.

Ronildo diz que o vídeo foi construído como um contraponto à propaganda governamental, que tem como prática escolher uma ou duas escolas em boas condições de funcionamento para dar à população a sensação de que está tudo bem. “A realidade é diferente e muito grave”, alerta.

Ele admite que os problemas estruturais nas escolas são de responsabilidade de gestões anteriores à do prefeito Anderson Ferreira (PR), eleito no ano passado. “O Sinproja sempre está aberto ao diálogo, porque a intenção é de que se criem políticas de Estado e não de governo para a Educação. O trabalho tem que ser contínuo, de recuperação e construção permanente”, destaca.

LISTA DAS 24  ESCOLAS MUNICIPAIS DO JABOATÃO DOS GUARARAPES VISITADAS PELO SINPROJA (24)

Antônio Januário –  Marechal Costa e Silva –  Judith Figueiroa –  Vânia Laranjeira – Escola Rural Marcelo Lafayette – Divina Providência – Prof.ª Cândida de Andrade Maciel – Prof.ª Expedita Helena – Ana Farias de Souza – Prof.ª Raquel Gomes – Nina de Oliveira – Almirante Tamandaré – Dom Pedro de Alcântara – Duque de Caxias – Benjamin Constant – Aníbal Varejão – Alice Vilar de Aquino – Prof.º Augusto Pereira Júnior – Prof.ª Nazeth Vieira de Lima – Liliosa Ramos – Iraci Rodovalho – Augusto de Castro – Gildo Verissimo – Prof.ª Menininha Batista

ESCOLAS COM HISTÓRICO DE VIOLÊNCIA

Ainda em 2017, o Sinproja já denunciou inúmeros eventos violentos ocorridos em frente e dentro das escolas municipais de Jaboatão dos Guararapes. Até março, haviam sido computados sete assaltos e 13 invasões com depredação e roubo de equipamentos. As denúncias do sindicato levaram à solicitação de uma audiência pública na Câmara dos Vereadores do município.

Segundo foi denunciado na época, a Escola Municipal Catherine Labouré sofreu nove arrombamentos em 2016. Em 2017, foi alvo de duas ações criminosas em menos de três dias. A primeira foi no dia 25 e a segunda no dia 27 de março. O equipamento de segurança foi danificado e vários objetos foram subtraídos. Outras escolas, como a Dom Pedro de Alcântara, a Costa e Silva, a Natividade Saldanha, a Otávio Miranda, a Nossa Senhora do Carmo, a Vânia Laranjeiras, a Escola José Rodovalho, a Antônio Januário, a São Sebastião e a Roberto Inácio já sofreram arrombamentos e assaltos, muitas delas mais de uma vez.

Os bandidos agem quase sempre no período da noite, já que as escolas não possuem segurança presencial. E com a ausência de segurança, as ações dos criminosos passou a acontecer também de dia e na presença dos professores e alunos.

No dia 6 de fevereiro, aconteceu uma reunião com o prefeito Anderson Ferreira no intuito de ser criado um canal de diálogo através da formação de uma comissão permanente de negociação. O objetivo é abordar pontos como a campanha salarial 2017, a violência nas escolas e as condições de trabalho da categoria, porém, até a data de hoje, nada aconteceu e a violência nas escolas continua aumentando. Por Tempus Comunicação

Blog do Marcos Almeida:  A Notícia em Movimento

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